UM POUCO MAIS SOBRE MIM…

Quando escrevo, sou preenchida por um prazer que, por vezes, não é compreendido pelo meu racional, pois, nesta excitação, torno-me outro. Alguém que não sei, que não sou. Por isso, sempre é difícil responder o motivo pelo qual escrevo. Por prazer? Sim, eu responderia. Entretanto, há algo que antecede o prazer: a necessidade de costurar a vida com a ponta de um lápis e com as linhas das palavras. Mas qual seria a palavra exata, aquela que explicaria essa necessidade? Amor? Ódio? Questionamento? Inadequação?

Foi assistindo uma entrevista de Eduardo Antônio Bonzatto, historiador e professor, que rompe com os paradigmas da educação sem animus, que escutei a palavra certa: AFETO.

Escrevo para estabelecer relações de afeto com o outro, comigo e com a vida.

E, como ele, não limito o afeto à amorosidade, mas a uma maneira de afetar, e de ser afetada, a fim de enxergar além do óbvio e de me constituir, dia após dia, para além do que sou.

Como escrever uma vida de 40 anos no máximo em duas páginas quando se tem tantas paixões na vida? Terei que ser mais direta do que normalmente sou. Abdicarei um pouco, apenas um pouco, da sensibilidade enorme que possuo. 

 Meu nome é Deborah; artista plástica, casada, mãe do Pedro e da Clara. Preenchida de várias paixões: filhos, marido, pessoas, cozinha, artes. Gosto de estar com gente, do contato afetivo e das palavras ditas e escritas. Por isso, acredito eu, uma das minhas paixões é a escrita. Escrevendo, construo minha vida, minha história.

Na cozinha e no ateliê, trabalhando como confeiteira e educadora, ganho dinheiro com prazer. Da escrita, ainda só o prazer, mas isso já me estimula, me aquece.  Entre paixões e prazeres, sou muito feliz!  

 Há tempo me interesso pelo curso de Formação  de Escritores, mas ainda não era a hora: filhos, trabalho, um ninho para cuidar, exigiam minha presença integral, de corpo e alma. Por isso, nesse período, fiz oficinas mais curtas e específicas, no Barco Cultural e na Oficina da Escrita Criativa. Hoje, faço pós- graduação, no Vera Cruz, em Formação para Escritores.

Agora, com os filhos maiores, mais estruturada financeiramente, posso dedicar-me exclusivamente à escrita. E é isso que irei fazer.  

 No ano de 2014, tive duas pequenas conquistas, mas importantes para eu tomar  a decisão de tentar, ao menos, tentar, realizar o meu sonho de criança: ser uma escritora. Fui selecionada para uma antologia de contos e fiquei entre as dez finalistas,  entre 270 contos, do Concurso Literário da Balada Literária.
 

Evidentemente, para ser uma boa escritora, é necessário esforço, paciência, humildade, talento, mas, sobretudo, pessoas que nos oriente no caminho. Afinal, hoje, qualquer um pode publicar um livro, mas eu quero e exijo de mim, qualidade literária. E pretendo que esse espaço seja mais um passo para meus propósitos.

Obrigada pela presença.


                                                                                                                                 Deborah Brum

……………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Vídeos

Victor Hugo

Estamos no Instagram!

E também no FB

Assine nossa Newsletter!